"Eu e minha esposa sempre conversamos sobre a maternidade, sobre o desejo de ser pai e mãe, e considerávamos muito a adoção. "Talvez no segundo ou terceiro filho", dizíamos. Já tínhamos contato anterior com abrigos, então, conhecíamos um pouco da realidade dessas crianças e da necessidade em um panorama geral. Levávamos isso muito próximo ao coração. Até que um dia, em uma dessas conversas, no ano passado, surgiu a questão: “Por que não ter o nosso primeiro filho por intermédio da adoção?”
Partimos, então, para o processo. Fomos procurar todos os trâmites legais e acabamos nos surpreendendo com a agilidade, em comparação com algumas histórias que conhecemos. Nosso processo foi muito rápido, estamos praticamente finalizando-o um ano depois. Sempre que se fala em adoção, as pessoas levam em consideração a burocracia, o tempo na fila e estamos aí para provar que não precisa ser assim. Dependendo do perfil colocado, o processo é agilizado e muito!
Nunca excluímos a ideia de adoção tardia e colocamos um perfil bem amplo, sem discriminar raça ou idade. Como a nossa comarca [circunscrição judiciária] é pequena, o primeiro perfil que bateu, um dos poucos em processo de adoção, foi o do Kauan, de 10 anos. Percebemos em primeira mão que a adoção tardia é realmente mais ágil. Também tem toda a parte burocrática, até pelo bem-estar da criança, mas o trâmite é bem mais rápido do que colocar um perfil de recém-nascido, que a maioria das pessoas seleciona. Quanto mais restrições, mais tempo fica na fila.
Com o relato que fiz no Facebook, recebemos um retorno muito grande de pessoas que começaram a se interessar pela adoção tardia. Assim como a gente, tinham essa ideia da adoção e imaginavam que seria um processo moroso, quando na verdade não precisa ser. Quanto mais falarmos sobre adoção tardia, mais teremos esse encontro entre famílias que querem adotar e crianças que estão à espera da adoção. Sempre falo como encontro. Seu filho ou sua filha já está aí no mundo, só esperando sua atitude para vocês se encontrarem.
Infelizmente, existem muitos mitos sobre a adoção. “Ah vai adotar uma criança mais velha, já vai ter vários problemas”. Filho vai ser filho sendo biológico ou adotivo, vai ter os mesmos problemas, as mesmas dificuldades, os mesmos processos de crescimento… Não tem diferença. Se você tem dois filhos biológicos, um sai diferente do outro. Por que com a criança adotiva seria diferente? Cada criança tem suas particularidades, cada indivíduo é único. Então, a gente ficar imaginando um perfil, um padrão da infância, é um pouco utópico.
Temos que ter a intenção de amar, amar de verdade. Isso é tudo que aquelas crianças e adolescentes precisam. Eles vão testar, vão ser resistentes a algumas coisas, mas são processos, e o amor vence tudo isso. Na nossa situação, está sendo muito mais tranquilo do que imaginamos e só podemos agradecer por todo o crescimento que estamos tendo. Não só pelo Kauan, mas nós mesmos, como pessoa, como pai, como mãe.
Se estávamos preparados? Como todo pai e mãe de primeira viagem, não. Buscamos informações, mas cada criança tem sua peculiaridade. Por mais que a gente se prepare, é tudo uma surpresa. Começamos a repensar muitas coisas, a avaliar a vida de outra forma, porque tem uma outra vida que depende da gente. Por mais que achemos que estamos preparado, nunca estaremos. Mas quando temos a intenção de ser pai e mãe, só é necessário estar disposto a dar amor. Seja filho biológico ou filho adotivo, não importa."
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A beauty stylist Fernanda Amatuzzi, 40, de Embu das Artes (SP), teve uma gravidez tranquila. O parto foi natural, do jeito que ela sonhara. Ela sabia que os primeiros meses com um bebê em casa seriam difíceis, mas não tinha ideia do quanto o período poderia ser solitário também.
“No início tive o apoio do meu marido. Ele tirou férias no primeiro mês depois do nascimento da minha filha e, nos dois meses seguintes, trabalhou bem pouco. Então, esteve bastante presente nessa fase”, recorda a mãe de Aurora, 1 ano e 4 meses. Como a família mora na capital, a uma hora de distância do condomínio para onde ela se mudou há alguns anos, Fernanda ficou, literalmente, afastada de todos. “Para piorar, na primeira semana da minha filha tive uma espécie de ataque de ansiedade. Eu cismei que ela iria se engasgar. Então, acha que tinha de velar o bebê o dia e a noite inteira. Não conseguia relaxar nem por um minuto”, conta.
O temor passou depois de algumas semanas. O problema foi que, na sequência, o marido, que é engenheiro de som, voltou à rotina de trabalho - o que incluía muitas viagens. “Não temos babá, nem empregada. Tive de dar conta de tudo sozinha a partir daí. E como Aurora acordava a cada duas horas, hábito que manteve por todo o primeiro ano de vida, o cansaço só aumentou”, diz.
Fernanda, se fechou em seu “microcosmo”, como costuma falar. Antes da gravidez, ela achava que isso seria bom, de certa forma, já que a família também precisa de privacidade nesse momento. “A maioria dos meus amigos não tinha filhos. E, como eu parei de frequentar os antigos programas por causa do bebê, acabei ficando isolada mesmo. Muitos ainda diziam, sem pensar, ‘nossa, você está sumida’.” Houve uma amiga dos tempos da escola, no entanto, que achou um espaço na agenda para encontrar Fernanda. “Mesmo com filhos e um dia a dia corrido, a Renata [Natacci] me ligou e disse que queria ver como eu estava. Deixou claro que era a mim que ela veio visitar, não apenas a Aurora. Engraçado que outras amigas mais próximas não tiveram a mesma sensibilidade, provavelmente porque ainda não têm filhos. Foram poucas horas, porém aquele encontro significou muito para mim. Eu me senti acolhida”, relembra Fernanda, emocionada.
Renata estava retribuindo, na verdade, uma visita que a amiga havia feito anos antes, quando ela se encontrava nessas mesmas condições - ou seja, sem tempo e com um recém-nascido em casa. “Eu tinha o hábito de visitar as amigas com bebês, como sou cabeleireira, para oferecer um corte de cabelo, um bate-papo. Hoje tenho a noção do quanto isso significa para uma mãe que está se sentindo enclausurada”, acredita.
Aos poucos, Fernanda, que é autônoma, está retomando a vida profissional. “Voltei a trabalhar duas vezes por semana. Mas ainda me sinto às vezes, algo difícil de admitir e, para os outros de entender. Só quem é mãe sabe o que é isso”, desabafa. Como discordar?
No último fim de semana, as atenções do mundo estiveram voltadas para o casamento real do príncipe Harry com a atriz norte-americana, Meghan Markle. Entre os pajens e daminhas de honra, estavam, é claro, os sobrinhos de Harry, Charlotte, 3 anos, e George, 4. Os dois são filhos do príncipe William e Kate Middleton. A festa aconteceu no sábado (19), mas os momentos de fofura não param de pipocar na internet. Nesta segunda-feira (21), a conta oficial do Instagram da família real postou uma foto dos noivos, rodeados pelos pajens e daminhas. "O Duque e Duquesa de Sussex rodeados por daminhas de honra e pajens (que incluem o príncipe George e a princesa Charlotte) no Green Drawing Room, no Castelo de Windsor)", diz a legenda.
Além dessa, a família real liberou mais fotos oficiais, tiradas no casamento pelo fotógrafo Alexi Lubomirski. Em uma delas, o casal aparece com a rainha Elizabeth, com o Duque de Edinburgh, o Príncipe de Gales, a duquesa de Cornwall, a Sra. Doria Ragland, mãe de Meghan, o duque e a duquesa de Cambridge, príncipe William e Kate Middleton e as daminhas e pajens.
Eles também divulgaram uma linda imagem do casal nas escadarias, em preto e branco.
Carolina Giraldelli, 26, de Cáceres, no Mato Grosso, é mãe de Enzo, um garotinho de 1 ano. Enzo nasceu com uma mancha no rosto, que cobre sua testa e desce para a lateral do nariz, uma característica identificada como nevo melanocítico congênito. Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Carolina disse que, quando o filho nasceu, ela jurou nunca esconder a marca e, para ressaltar que ele é lindo do jeito que é, ela decidiu pedir que uma amiga, maquiadora, criasse uma réplica da marca de Enzo em seu próprio rosto e fez uma surpresa para o menino, usando-a o dia inteiro, inclusive no trabalho.
O objetivo, segundo ela, era também tentar entender o preconceito que seu filho enfrentará. "Confesso que, por algum tempo, foi muito difícil ver e sentir os olhares da sociedade para o meu filho, com sentimento de pena, medo e, às vezes, até nojo. Embora não seja fácil, meu marido e eu agimos normalmente e sempre o mostraremos como ele é", disse a mãe.
Quando o pequeno viu a marca no rosto da mãe, ele não se conteve, de tanta alegria, ainda que não tenha entendido completamente. "Tenho certeza de que ele amou meu gesto. Tiramos muitas fotos e nossa manhã foi muito divertida. Depois das fotos, fui trabalhar com a maquiagem. As pessoas me olharam de maneiras diferentes, mas eu estava muito calma, me sentindo a mãe mais orgulhosa do mundo", explicou.
Depois de 12 anos sem nenhum nascimento, a ilha de Fernando de Noronha, no nordeste brasileiro, ganhou uma pequena nativa. A mãe, uma mulher de 22 anos, não sabia que estava grávida. De acordo com o site G1, ela não quis se identificar, mas contou que não teve nenhum sintoma durante toda a gestação. "Na noite de sexta-feira tive uma cólica e, quando fui ao banheiro, vi um negócio descendo entre as minhas pernas. Foi na hora em que o pai da criança chegou e pegou. Era um bebê, uma menina. Fiquei paralizada. Eu não sabia que estava grávida", disse. O pai da bebê, um frentista, levou a criança ao hospital à pé, porque a família não possui carro.
Os partos não são permitidos na ilha porque, segundo a Secretaria de Saúde, o local não conta com estrutura hospitalar suficiente. A única maternidade que havia no arquipélago foi desativada há mais de uma década por conta dos custos muito altos. Quando uma moradora da ilha engravida, o pré-natal é realizado por lá, mas, nas últimas semanas de gestação, ela deve ir para Recife, no continente, para o nascimento. O voo, que dura 1h20, é pago pelo governo.
A Administração de Fernando de Noronha, divulgou uma nota oficial sobre o assunto:
"Neste sábado (19), a unidade hospitalar de Fernando de Noronha realizou atendimento a uma criança recém-nascida, trazida pelo seu pai, e sua genitora. A mãe, que deseja não ser identificada, entrou em trabalho de parto em sua residência, e após o genitor auxiliar no procedimento, o mesmo encaminhou a criança para a unidade hospitalar. A família informa não saber da existência da gravidez, assim como inexiste atendimento de pré-natal ou qualquer outra assistência semelhante nos registros das unidades de saúde em nome da família.
A Superintendência de Saúde ressalta a importância de se fazer o pré-natal, para monitoramento e controle de índices glicêmicos, hipertensão, diabetes, anemia, doenças transmissíveis e etc, incluindo exames de imagem, como USG, que avalia as condições físicas da criança no útero. Todos os cuidados do pré-natal visam identificar qualquer complicação com antecedência, podendo assim serem tomadas medidas emergenciais para garantia da saúde, tanto da mãe como do bebê”.
Segundo um contador de palavras publicado por um jornal de circulação nacional nesta semana, Manuela D’Ávila fala mais de machismo do que qualquer outro assunto em sua conta no Twitter. Em matéria do último dia 15 no jornal britânico Financial Times, ela é descrita como a candidata feminista da corrida eleitoral de 2018. No perfil que a pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB mantém no Facebook, além de questões feministas gerais estão sempre em pauta notícias, denúncias e desabafos relacionados à maternidade. Não faltam fotos de mãe e filha: Laura, que completa 3 anos em agosto e frequenta a creche, acompanha a mãe em viagens mais longas e em sessões da Câmara desde pequena - ela passou pelo desmame entre março e abril últimos. Nessas postagens específicas, mãe e filha recebem comentários que passeiam entre o machismo e a misoginia. Nas redes sociais, como na vida: não faltam pitacos sobre a criação de Laura. (Confira montagens dessas imagens e comentários ao longo da página).
“Me perguntam: ‘Tu não tem uma avó pra deixar?’. Não. Minha mãe trabalha e minha sogra é aposentada e elas já criaram filhos. Isso é perpetuar o trabalho das mulheres com a maternidade”, diz a deputada estadual do Rio Grande do Sul, que também atua como Procuradora Especial da Mulher na Assembleia Legislativa. Em março, ela publicou um textão indignado no Facebook depois de ser questionada por um repórter homem sobre a presença de Laura na viagem que ela fazia ao Espírito Santo. “Nunca vi um homem, uma única vez, ser questionado a respeito de responsabilidade sobre seus filhos em casa - ser mãe e que é problema; pai, não é”, declara.
Em conversa exclusiva com a CRESCER, Manuela fala sobre a ocupação de espaços públicos pelas crianças; opina sobre o lugar relegado às mães no ambiente profissional, em especial o político, e revela como divide os cuidados de Laura com o marido, o músico Duca Leindecker, que também é pai de Guilherme, 15.
Críticas sobre a maternidade
“O sistema de cuidado é uma forma de prender a mulher em casa. Ela precisa dormir todos os dias lá; a rotina da mulher é estabelecida a partir disso. Me perguntam: ‘Tu não tem uma avó para deixar?’. Não. Minha mãe trabalha e minha sogra é aposentada e elas já criaram filhos. Isso é perpetuar o trabalho das mulheres com a maternidade. Me perguntam ‘por que ela não está na escolinha?’. Se eu viajo sem a minha filha, é preciso pensar que alguém precisa fazer o feijão que ela vai comer. E quem vai fazer? Ora, a mera administração da rotina da criança também demanda muito trabalho. E quem faz isso? Cai do céu? A equação tem como resultado o fato de que a Laura não pode estar ali comigo. Então não posso estar ali também, porque não posso ficar sete dias por semana longe de uma filha que eu planejei ter. Sem contar que há uma abstração completa de que todos os adversários têm filhos. Nunca vi um homem, uma única vez, ser questionado a respeito de responsabilidade sobre seus filhos em casa - ser mãe e que é problema; pai, não é.”
Sobre crianças em ambientes públicos
“Laura é absolutamente saudável, desenvolvida e feliz. E sabe se comportar justamente porque frequenta espaços públicos. Não sinto culpa de estar com ela nesses momentos, pois maternidade não é sacerdócio. Não saio por aí desfilando enquanto alguém fica dentro de casa cuidando dos filhos. Estranheza me causa é que a presença da Laura seja estranha às pessoas. E esse estranhamento é machismo. Quem tem que abrir mão são sempre as mulheres, enquanto os pais que ficam com os filhos são heróis. Tem outra coisa que médicos com quem convivo me fizeram perceber: é vendida a ideia de que criança se desenvolve num só ambiente, asséptico, trancada na escola. Na Inglaterra se estimula a entrada da criança na creche só a partir dos 4 anos. Aqui o padrão é resolver a vida da mulher botando a criança na creche.”
Divisão de tarefas com o pai
“Tenho privilégios, pois tenho a creche e conto com meu marido na participação dos cuidados com a Laura. Uma das razões pelas quais me apaixonei por ele foi a maneira como ele exerce a paternidade. Duca já tinha a guarda do Guilherme quando começamos a namorar. Ele é responsável por mudar meu jeito de refletir sobre a maternidade, a amamentação, o tempo de desenvolvimento e de estímulos do bebê, e também da frequência da criança em ambientes públicos. Duca já tinha visão avançada dos seus papéis. E adora ficar com a Laura. Minha única viagem mais longa sem ela foi de seis dias, para Portugal. Eu ligava e ele dizia, em êxtase: ‘Tá tudo ótimo, ela nem pergunta de você’ [risos].”
Sobre o episódio que resultou no desabafo no Facebook
“Foi uma decepção. Via de regra, imaginava que por viver em uma sociedade machista a reação seria o inverso: de sentir culpa quando não estivesse com a minha filha, ou por sair 4h30 da manhã e chegar 1h30 da manhã do outro dia em casa. Como candidata, não trabalho oito horas por dia. Fui me dando conta, com esse episódio, de que as pessoas não notam quando não estou com a minha filha. Mas essa não é a maternidade que me propus a exercer. Digo no texto: qualquer pai ou mãe sabe que é mais tranquilo trabalhar sem o filho. Dá para dormir no avião. Com ela junto, tenho que brincar de massinha o voo todo.”
No gabinete e na Procuradoria Especial da Mulher
“Vivo a maternidade ideal. No meu caso, trabalho e espaço público se fundem. Há quatro bebês no gabinete e eles eventualmente vêm para cá. Cada mãe montou seu esquema de cuidado e elas trabalham remotamente se eles ficam doentes. A Laura não vem mais porque já tem creche. Na Procuradoria da Mulher criamos um ambiente mais humano, ainda que improvisado, com alguns brinquedos, piscina de bolinhas. Quando fazemos um convite, colocamos a observação: ‘Crianças são bem-vindas’, pois, às vezes, os seminários acontecem de noite. Se a gente expressamos que elas são bem-vindas, as mães acham que estão no lugar errado; sentem-se envergonhadas e reprovadas. Quem recebe os cidadãos e cidadãs, precisa receber as mulheres e as crianças.”
Mulheres na política
“Na média, nós mulheres somos coisa de 10% na política. A primeira barreira é chegar lá, nas cabeças. Mas por qual razão lógica as sessões no Plenário começam às quatro horas da tarde? Porque ninguém precisa pegar os filhos na escola, talvez. Numa sociedade em que há milhões de crianças sem registro – não é eventualidade de que falo – esse é um ambiente que pune as mulheres.”
Sobre políticas públicas
“Acredito que o Estado tem que cumprir com uma parcela da responsabilidade, que é fornecer a creche. A não-existência das creches é uma punição para nós. Existe um conjunto de medidas que quero propor, como a de o governo não contratar empresas que não remunerem igualmente mulheres e homens. Proibir questionar, em entrevistas de trabalho, se as mulheres têm filho. Estamos debatendo com juristas e economistas a proposta de uma renda mínima parental para a criança, e não pai e mãe, a ser ativada em caso de desemprego de um dos dois.”
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O castigo imposto por Tara Randall aos filhos Bailey, de 10 anos, e Harley de 7 anos, tem causado polêmica nas redes sociais. Os meninos foram suspensos da escola onde estudam por mau comportamento, então a mãe decidiu que eles deveriam ficar na porta de casa durante o horário que seria da aula com uma placa que dizia: “Crianças suspensas. Lavagem grátis de carro”.
Ela compartilhou uma foto do momento, em que os dois não parecem nada felizes com a missão, nas redes sociais. Na legenda, escreveu: “Meus filhos decidiram ser suspensos da escola novamente. Então agora eles estarão lavando carros de graça. Me mande um inbox para saber o endereço se você quiser que seu carro seja lavado”.
Tara contou que os meninos lavaram cinco carros ao longo do dia. “Eles não gostaram. Mas quando você tem um filho que está constantemente em apuros e nada parece funcionar você tem que tentar outros métodos e depois de tudo que tentei, a minha última opção foi levá-los a fazer coisas para os outros e acho que lavar carros é uma ótima opção para meus meninos”, escreveu.
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Por mais lindo que seja o vestido da noiva e emocionante o discurso do padre, não tem jeito, a fofura das crianças sempre acaba roubando a cena em casamentos. Na celebração da união entre a atriz estadunidense Meghan Markle e o Príncipe Harry não foi diferente.
Ao total dez crianças, seis meninas vestidas de branco e com coroas de flores nas cabeças e quatro meninos vestidos de preto acompanharam a noiva até o altar. Entre os pequenos estavam os sobrinhos de Harry, Príncipe George e Princesa Charlotte, e os gêmeos Brian e John Mulroney, filhos da melhor amiga de Meghan.
Seja na viagem para a praia, seja nos passeios de fim de semana até o parque, seja nas idas e vindas da escola, o carro é o grande companheiro de muitas famílias. Depois que se tem filhos, é inevitável começar a olhar para esses veículos de maneira diferente. Se antes sua principal preocupação na hora de escolher um modelo era a potência do motor, agora você dá mais valor a um porta-malas espaçoso, onde caibam mochilas, patins e bicicletas dos pequenos; se priorizava um design descolado, começa a ter atenção com os itens de segurança; e se desejava economizar ao máximo, hoje em dia considera gastar um pouco mais para ter um banco de couro fácil de limpar depois da bagunça inevitável das crianças. Não é assim com sua família?
É claro que essa mudança de prioridades não significa que você não pode mais ter tudo. Há modelos no mercado que fazem um bom trabalho ao conciliar design, potência, conforto e espaço, mas cada família acaba dando mais importância a um desses itens. Por isso, em parceria com a Autoesporte, publicação da Editora Globo, convidamos três famílias com perfis diferentes para testar nove modelos de carros que atendem esse público.
No total, seis adultos, oito crianças, dois adolescentes (e um cachorro) tiveram a oportunidade de conferir de perto o que cada modelo oferece e dar uma voltinha em uma estrada de São Roque (SP). Depois dos testes, seis modelos foram escolhidos como favoritos. Conheça, a seguir, as famílias que participaram da reportagem, os carros preferidos e as inovações que eles trazem para o dia a dia no trânsito ser mais simples.
Espaçoso para o dia a dia
A assistende de desembargador Amanda Borges, 39, e o empresário Fábio Ciccarino, 46, têm o mesmo desafio toda semana: conciliar os horários dos filhos Lucas, 20 anos, Giulia, 18, Isabella, 16, Leonardo, 12, Henrique, 12, e Davi, 2 anos, e garantir que todos cheguem aos compromissos a tempo. Para isso ser possível, demanda uma logística que começa às 5h20 da manhã e envolve viagens de Alphaville (SP), onde a família mora, até o colégio, academia e escolas de inglês e natação, e termina às 23h, quando todos finalmente vão para a cama. Além das atividades das crianças, Amanda dirige até o fórum em que trabalha e Fábio até o restaurante que administra. “Desde quando conheci o Fábio, nossa agenda é bem movimentada. Ele trouxe três filhos de um relacionamento e eu já tinha dois meus. Por fim, veio o Davi para unir ainda mais todo mundo. Hoje em dia, são todos nossos filhos e moram com a gente em casa sem distinção.”
Por serem oito no total, um carro só não é suficiente para atender às demandas da numerosa família. “É muito difícil encontrar um modelo em que os passageiros não fiquem espremidos, ainda mais porque temos filhos que já não são crianças. Mas como os mais velhos muitas vezes saem sozinhos, um carro de sete lugares consegue suprir a maioria das nossas necessidades no dia a dia”, revela Fábio.
Entre os modelos testados pelo casal e seus cinco filhos (a adolescente Giulia não participou da reportagem), o carro preferido foi o Peugeot 5008, modelo de sete lugares da fabricante francesa que chegou ao país neste ano. “Ele foi o que acomodou todo mundo mais confortavelmente. As crianças ficaram com espaço livre nos bancos traseiros, mesmo com a cadeirinha do Davi posicionada”, conta Fábio.
Ficha técnica - 5008 Griffe
Marca: Peugeot
Motor: 1.6, 16V, turbo, gasolina
Tempo de aceleração: de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos
Potência: 165 cavalos (cv)
Dimensões: 4,64 m (Comp.), 1,90 m (Largura) e 1,64 m (Altura)
Porta-malas: 700 litros
Preço: R$ 157.490
Viagem mais divertida
Para deixar os trajetos menos entediantes, que tal aproveitar o momento para brincar? Veja 3 opções:
1. Cante cantigas e parlendas, como “1, 2, 3 indiozinhos...”.
2. Proponha trava-línguas: “O doce perguntou pro doce / Qual é o doce mais doce...”
3. Lembre-se de que a paisagem é sua aliada. Diga aos pequenos “O primeiro a ver...” E complete como quiser. Quem achar antes, marca um ponto.
A família curtiu
- Persianas nos vidros traseiros, que evitam que o sol forte incomode as crianças.
- Mesinha retrátil atrás dos bancos dianteiros, aquelas comuns em aviões, que prometem diminuir os farelos na hora dos lanches.
- Assoalho que levanta em frente aos bancos traseiros e revela dois porta-objetos para organizar os brinquedos.
- Opção de massagem no banco do motorista, chamada de pata de gato.
Motor ultrapotente
O Tiguan foi a segunda escolha da família Ciccarino. “Apesar de esse carro não ter tanto espaço interno como o outro, a potência do motor é surpreendente. Ele respondeu muito bem mesmo estando com todos os lugares ocupados, com dois adolescentes, duas crianças e um bebê na cadeirinha. Além disso, o design agradou a todos nós”, diz Fábio.
A família curtiu
- Porta-malas espaçoso.
- Tela touchscreen de 8’’ que permite acessar os aplicativos do seu smartphone no painel do carro.
- Ar-condicionado com três zonas, o que possibilita estabelecer diferentes temperaturas no interior do veículo. Ou seja, fim das brigas entre calorentos e friorentos.
Ficha técnica - Tiguan 350 TSI
Marca: volkswagen
Motor: 2.0, 16v, turbo, gasolina
Tempo de aceleração: de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos
Potência: 220 cv
Dimensões: 4,7 M (Comp.), 1,85 m (Largura) e 1,65 m (Altura)
Porta-malas: 760 litros
Preço: R$ 179.990
Porta-malas mais funcional
Para a advogada Edilene Gualberto, 38, e o marido Paulo Henrique Oliveira, 45, gerente de TI, o carro é um item essencial. Os dois moram em um condomínio em Nova Higienópolis, bairro de Jandira, nos arredores de São Paulo, que conta com poucas alternativas de transporte público, segundo eles. Por isso, utilizam o veículo até para ir à padaria. Sem contar que, nos fins de semana, os passeios ao parque são um dos programas preferidos com os filhos José Carlos, 10, Théo, 6, e Estela, 4. “Como são três crianças, sempre temos muita coisa para levar (bicicleta, patinete, skate), então é importante um porta-malas grande”, destaca Edilene.
Tanto a mãe quanto o pai gostam de estar no comando do volante, o que os levou a escolher o Jeep Compass como favorito durante os testes pela dirigibilidade. “Mesmo sendo um carro grande e pesado, ele reagiu rápido na hora de frear”, justifica Paulo Henrique. “É bem macio e a altura em que você fica no banco do motorista oferece uma ótima visibilidade, que dá segurança na hora de guiar. Foi o carro mais gostoso de dirigir”, completa.
O pequeno José Carlos, que, seguindo a tradição de família, também demonstra interesse pelos automóveis, concordou com a escolha dos pais. “Foi bem confortável ficar no banco de trás mesmo com a minha irmã na cadeirinha. Sobrou bastante espaço”, disse. “O que eu mais gostei foi do teto solar. Deu para a gente passear vendo o céu”, completou.
Ficha técnica - Compass 2.0 Flex
Marca: Jeep
Motor: 2.0, 16V, flex
Tempo de aceleração: de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos
Potência: 166 cv
Dimensões: 4,41 m (comp.), 1,81 m (largura) e 1,63 m (altura)
Porta-malas: 410 litros
Preço: R$ 138.990
A família curtiu
- O banco do meio traseiro se transforma em um apoiador de braço com dois porta-copos.
- Ganchos no interior do porta-malas permitem pendurar sacolas de compras para que elas não fiquem soltas dentro do compartimento.
- O acabamento emborrachado do painel, que é agradável ao toque.
Acessórios variados
“Somos uma família de cinco, e o Grand C4 Picasso é um carro para sete pessoas, mas o espaço extra seria ótimo para levarmos mais passageiros, como minha mãe. O tamanho do porta-malas também atenderia bem às nossas necessidades, sem falar em todos os acessórios pensados para quem tem criança”, diz Edilene ao justificar o segundo eleito da família.
A família curtiu
- O banco de passageiro dianteiro, que conta com uma extensão para que você possa alongar as pernas.
- Junto ao retrovisor interno há um espelho para que os pais vejam as crianças no banco de trás.
- Massageador no banco do motorista. O sistema é chamado de “relax”.
Ficha técnica - Grand C4 Picasso
Marca: CitroËn
Motor: 1.6, 16V, gasolina
Tempo de aceleração: De 0 a 100 km/h em 9,3 segundos
Potência: 165 cv
Dimensões: 4,6 m (comp.) 1,82 m (Largura) e 1,64 M (Altura)
Porta-malas: 575 litros (5 lugares) e 130 litros (7 lugares)
Preço: R$ 131.400
Bom de estrada e de tecnologia
Sempre que podem, a engenheira de produção Raquel Fransolin, 32, e o analista de sistemas Wellington Bis, 39, fogem do caos das ruas congestionadas de Santo André (SP), onde vivem, para aproveitar dias de calmaria perto do mar, geralmente nas praias do litoral paulista. Nas viagens, o casal conta com a companhia dos filhos Miguel, 4, e Gabriel, 2, e de Yoshi, um vira-lata de três meses cheio de energia que foi adotado pela família.
Além das malas, duas cadeirinhas e uma caixa de transporte para o cachorro são itens indispensáveis no trajeto. “Apesar de levarmos bastante coisa, o espaço interno não costuma ser problema porque os meninos são pequenos. Nos preocupamos mais com a segurança”, diz Wellington. Para o casal, é importante que o carro tenha isofix, uma tecnologia que permite que a cadeirinha seja fixada ao banco. Todos os modelos testados por eles atenderam a essa expectativa.
Como costumam cair na estrada, o diferencial para a família foi a potência do carro. “O Equinox respondeu muito bem quando precisei acelerar e fazer ultrapassagens”, diz Paulo Henrique. Para Raquel, outro ponto positivo do carro é o design. “Ele é bonito e, para mim, os detalhes, como as maçanetas cromadas e o acabamento interno, fazem a diferença”, diz.
Ficha técnica - Equinox
Marca: Chevrolet
Motor: 2.0, 16V, turbo, gasolina
Tempo de aceleração: De 0 a 100 km/h em 7,6 segundos
Potência: 262 cv
Dimensões: 4,65 m (comp.), 1,84 m (largura) e 1,66 m (altura)
Porta-malas: 468 litros
Preço: R$ 149.900
A família curtiu
- A opção de ligar o motor a distância, na chave. Dessa forma, o ar-condicionado já pode começar a funcionar para que o interior do carro esteja fresquinho quando a família chegar.
- O porta-malas que abre mesmo se as mãos estiverem ocupadas. Basta ter a chave em um bolso e aproximar o pé do sensor no para-choque traseiro. Ele também fecha automaticamente ao apertar um botão na chave.
- O controle próximo ao banco do motorista que ajusta o grau de abertura da tampa do porta-malas. Isso permite que ele seja aberto em locais com pé-direito baixo sem preocupações.
- O alerta para evitar esquecimento de pessoas no banco traseiro. Um lembrete aparece no visor do computador de bordo na hora do desembarque se, no início da viagem, as portas traseiras tiverem sido abertas até 10 minutos antes da partida.
Conforto e preço justo
“O Kicks ficou em segundo lugar na nossa preferência porque atendeu bem nossa família nos quesitos espaço e conforto, ganhando pontos por ter um preço mais acessível. Também gostei muito do interior do veículo, que mistura tons claros e escuros [na versão testada]”, diz Raquel.
A família curtiu
- Painel de instrumentos que pode exibir até 12 informações diferentes, como coordenadas do GPS e consumo de gasolina.
- O design dos bancos dianteiros, que são anatômicos e bem confortáveis.
Ficha técnica - Kicks SL
Marca: Nissan
Motor: 1.6, 16V, flex
Tempo de aceleração: de 0 a 100 km/h em 11,6 segundos
Potência: 114 cv
Dimensões: 4,29 m (comp.), 1,76 m (largura) e 1,59 (altura)
Porta-malas: 432 Litros
Preço: R$ 98.890
Onde posicionar a cadeirinha?
Confira respostas a essa e a outras dúvidas sobre o item de segurança:
Bebê conforto
Peso, idade e altura da criança: Do nascimento até a criança completar 6 anos com altura aproximada de 1,15 m
Posição: A partir de 1 ano, de frente para o painel, no meio do banco. O cinto de segurança do carro prende a cadeirinha.
Cadeirinha
Peso, idade e altura da criança: Do nascimento até a criança completar 1 ano ou 10 kg
Posição: Banco traseiro, de costas para o painel, no meio do banco.
Assento elevatório (Booster)
Peso, idade e altura da criança: Crianças de 6 a 10 anos, de 22 kg a 36 kg e altura inferior a 1,45 m
Posição: Preso no banco traseiro pelo cinto de segurança do carro, que também protege a criança, pode ficar no meio ou nas laterais.
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria
Fique atento!
Colocar o cinto e posicionar a cadeirinha não são as únicas preocupações que você precisa ter com a segurança das crianças. Gabriela Freitas, porta-voz da ONG Criança Segura, reforça outros cuidados:
O airbag é perigoso para as crianças?
Quando há um impacto, o airbag dispara com muita força e pode esmagar, principalmente, o bebê conforto. Por isso, se houver airbags nas laterais dos bancos traseiros, é importante perguntar se há a opção de desativá-los individualmente antes de comprar o carro.
Acoplar um brinquedo na cadeirinha é permitido?
Não existe lei que proíba, mas tudo o que fica solto dentro do carro não é recomendado, pois pode machucar a criança em caso de batida ou freada brusca.
Como evitar que as crianças sejam esquecidas no carro?
Não há um método 100% seguro, já que quando isso acontece é involuntário. Hoje em dia, existem alguns aplicativos que disparam alertas automáticos quando você sai do carro.
As “travas para crianças” são um item essencial?
Elas são importantes porque as crianças podem tentar abrir a porta durante o trajeto ou sair correndo quando o carro estaciona. Observe também se os vidros têm tecnologia que impeça os dedos das crianças de ficarem presos.
Agradecimentos: Locação e fotos - Cantina Tia Lina; Produtos infantis: Loja de bebê - Alô bebê; Produtos pet: Zen Pra Cachorro Pet Boutique; Malas, bolsas e acessórios: Le Postiche; Produtos esportivos: Centauro.
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Vai fazer o aniversário de seu filho, mas acha que o local escolhido não oferece boas atrações para as crianças? Isso não é problema. Existem vans e ônibus que contam com parquinhos, games e “casinhas” de brincadeiras – como o Casinha de Rodas (SP), que carrega o conceito do brincar livre. “Dentro do ônibus há brinquedos feitos de materiais reaproveitáveis e artesanato, como garrafas PET, bonecas de pano e jogos de madeira. Instrumentos musicais e peças de montar também estão por toda parte”, diz a pedagoga e arte-educadora Renata Figurelli Martins, criadora do ônibus. O veículo geralmente fica estacionado em uma praça, no condomínio (caso haja espaço) ou no próprio quintal da casa do aniversariante. Custa R$ 900 por quatro horas e inclui dois monitores e uma cama elástica de 3 metros. Dá também para solicitar o serviço completo, com sofás de pallets para os convidados e cardápio no estilo piquenique: lanches, sucos naturais, frutas, bolos e doces. Fora o valor do ônibus, o serviço de buffet custa R$ 60 por pessoa acima de 5 anos. O Casinha de Rodas está disponível para o estado de São Paulo, com frete calculado de acordo com a distância.
Por que os pais sempre oferecem as mesmas frutas às crianças? Foi essa dúvida que levou a chef Priscila Moretto a repensar seu cardápio de papinhas orgânicas. Acostumada a vender opções de sabores tradicionais - como banana, maçã, mamão, abacate - ela decidiu inovar e incluir nas receitas ingredientes menos comuns, como curry e ora-pro-nóbis. Mas a ideia fez pouco sucesso: mesmo com opções diferentes, as mães continuavam preferindo as mais triviais. “Percebi que elas não testavam novos sabores porque não tinham conhecimento de que as crianças podem, sim, conhecer ingredientes diferentes”, conta Priscila.
Esse foi o empurrãozinho que faltava para que a chef começasse a pesquisar como poderia trazer mais variedade de sabores para a alimentação das crianças. Ao lado da amiga e publicitária Karina Almeida, colocou esse desejo em prática e criou um projeto para divulgar a importância nutricional e cultural dos ingredientes típicos brasileiros. A ideia deu tão certo que ganhou financiamento do governo do estado do São Paulo e, depois de dois anos, pode sair do papel. Hoje, a “Expedição Primeiro Prato” conta com uma plataforma online de conteúdos sobre como “educar o gosto” das crianças desde as primeiras colheradas.
A ideia inicial do projeto era visitar comunidades que vivem em maior contato com a natureza, observar como era a alimentação das crianças que viviam ali e, a partir disso, apresentar às famílias novos ingredientes para oferecer aos filhos. “Com o tempo, percebemos que o projeto poderia ser muito mais rico do que isso. Mais do que mostrar o que essas pessoas comiam, precisávamos olhar para os hábitos alimentares dessas comunidades”, explica Karine Durães, nutricionista da “Expedição Primeiro Prato”.
As descobertas começaram logo na primeira visita à terra indígena do Krukutu, na cidade de São Paulo. Por lá, notaram que as crianças tinham o milho como a base da alimentação e antes dos dois anos praticamente não ingeriam carne. Segundo Karina Almeida, essas diferenças de tradições nos ajudam a entender a alimentar como uma questão identitária e cultural: “O projeto serviu para nos mostrar que quando falamos em alimentação não existe certo e errado. O que existem são novas referências, que nem sempre fazem parte do nosso dia a dia”.
Priscila e Karina pretendem, até o fim de agosto, visitar mais duas comunidades da Mata Atlântica Paulista - as quilombolas da região de Eldorado e uma caiçara na região de Ubatuba - e disponibilizar na plataforma todas as descobertas que fizerem nesses lugares. Mas uma segunda fase da “Expedição Primeiro Prato” ainda depende da entrada de mais recursos financeiros. “O que temos até agora é um projeto piloto. Para que a gente possa expandir esse trabalho para outros biomas do Brasil, precisamos de apoio”, explica Priscila.
Ana Paula Pontes, editora-chefe da CRESCER, conta que o início de sua jornada na maternidade foi complicado. Seu filho, João, tinha asma e ela só conseguiu voltar ao trabalho tranquilo porque tinha alguém olhando por ele - e por ela também. Assista abaixo: