A partir do dia 15 de março, São Paulo entrará em uma fase emergencial com mais restrições para conter o avanço da pandemia do coronavírus. Mas, o que muda com relação à educação? Na rede estadual, os recessos de abril e outubro serão adiantados para o período de 15 a 28 de março. Dessa forma, os alunos não terão atividades obrigatórias, mas haverá o apoio aos estudantes, como o fornecimento de merenda escolar. Segundo Rossieli Soares, secretário da Educação do estado, as unidades de ensino estarão abertas apenas para a alimentação e distribuição de materiais e chips com agendamento prévio.
A proposta da Secretaria de Educação é reduzir a circulação das crianças nas escolas durante o período mais crítico da pandemia, reformulando o calendário escolar.
Com relação às aulas presenciais das escolas particulares, elas poderão continuar, porém a orientação é privilegiar o ensino remoto e reduzir as atividades. Os governos municipais também irão decidir se mantêm ou não as aulas presenciais em seus municípios. "A autorização anterior permanece, mas com a recomendação para que, ao máximo possível, de menos pessoa transitando. Que a gente possa mudar, dentro dos calendários, para aproveitar melhor os momentos que teremos uma condição melhor de ter alunos presencialmente. A nossa recomendação é que redes municipais e privadas sigam esse movimento", diz Rossieli.
Para o secretário, no caso das instuições privadas, é possível negociar com os professores para adiantar as férias do meio do ano, um caminho que a rede estadual também pode seguir se for necessário. "No meio do ano, poderemos ter mais aulas presenciais provavelmente porque esperamos que a situação esteja melhor. Por isso recomendamos a antecipação para recuperarmos esse tempo. É fundamental que as medidas visem as aulas presenciais assim que possível", afirma.
Classificadas como serviços essenciais, as escolas podem ficar abertas na fase vermelha do Plano São Paulo, desde que atendam apenas 35% dos estudantes. Lembrando que todo o estado está na fase vermelha.
Os casos de coronavírus continuam explodindo no Brasil. Com as novas variantes, que se espalham cada vez mais rápido e a demora na imunização da população, não adianta dizer que os pais devem ficar tranquilos, já que a covid-19 não costuma ter complicações graves na maioria das crianças. Ninguém quer que sua família faça parte dessa 'minoria'. Ninguém quer ser parte da estatística. No dia em que, São Paulo, por exemplo, anunciou que vai entrar em fase emergencial, para tentar evitar o colapso do sistema de saúde, não tem como manter a calma e não se preocupar. Para ajudar você a tirar suas principas dúvidas sobre o problema, reunimos em uma live dois dos especialistas mais renomados do país, quando o assunto é saúde infantil: a pediatra Ana Maria Escobar, colunista da CRESCER, e o pediatra e neonatologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A conversa acontece nesta quinta-feira (11/3), às 19h, e será transmitida ao vivo pelo Facebook, Instagram e Youtube da CRESCER (@revistacrescer). Participe e mande as suas perguntas!
1. Produtos de limpeza adequados
Antes de comprar, certifique-se de que os produtos de limpeza não causarão danos à saúde do pet e da família. Alguns, como a água sanitária, podem provocar alergias nos pets (e até nas crianças). Na dúvida, consulte sempre um veterinário.
2. Limpeza todo dia
O ideal é que as áreas por onde os animais circulam sejam higienizadas diariamente. Sempre que puder, deixe janelas e portas abertas para o ar circular e, assim, diminuir as chances de proliferação de fungos, ácaros e bactérias.
3. Higiene do peludo
Manter banho e escovação do pet em dia é fundamental para diminuir odores fortes e queda de pelos. E, na volta do passeio, lembrese de limpar as patas com lenços umedecidos para evitar levar sujeira e bactérias para dentro de casa.
4. Xô, cheiro ruim!
Sabe aquele odor desagradável que fica depois de o pet fazer xixi ou cocô? Ele pode ser eliminado com uma mistura simples de água (1 litro), detergente e bicarbonato de sódio (1 colher de sopa de cada). Basta aplicá-la no chão.
5. Sem pelos por aí
A pelagem solta, espalhada pela casa, é um prato cheio para alergias e doenças respiratórias. Para recolher os pelos do chão, prefira sempre um aspirador de pó. Em outras superfícies, rolos adesivos e luvas de borracha são uma boa opção.
6. Acessórios limpos
Comedouros, bebedouros, brinquedos e a cama dos bichos devem ser higienizados todos os dias. A mesma solução de água, detergente e bicarbonato de sódio também pode ser usada nesse caso. Higieniza e tira o mau cheiro.
O secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, anunciou em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (10/3), que irá recorrer da decisão que determina que professores não são obrigados a dar aula presencial em São Paulo. "Nós estamos sim recorrendo das decisões. Mas, é importante ressaltar que já havia uma decisão liminar que foi derrubada pelo presidente do Tribunal de Justiça e nós entendemos que essa liminar, que derrubou a anterior, permanece válida, mas estamos sim recorrendo, tanto que continuamos com as atividades e trabalhando dentro da bandeira vermelha".
O Governo de São Paulo não anunciou medidas mais restritivas quanto às escolas. Classificadas como serviços essenciais, as escolas podem ficar abertas na fase vermelha do Plano São Paulo, desde que atendam apenas 35% dos estudantes. Lembrando que todo o estado está na fase vermelha até o dia 19 de março. No entanto, na última terça-feira (9/3), a juíza Simone Gomes Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, proferiu sentença favorável à Ação Civil Pública movida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), e demais entidades da educação, proibindo a convocação de professores para atividades presenciais em escolas públicas e privadas que estejam nas fases laranja e vermelha.
A decisão vale para as aulas e atividades presenciais em todas as escolas de educação básica de São Paulo, isto é, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio tanto em instituições públicas (estaduais e municipais) quanto privadas. Na prática, segundo o professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Vitor Rhein Schirato, "a Justiça não está falando que as escolas devem fechar presencialmente, mas, sim, que os professores não podem ser compelidos ou obrigados pelos empregadores a comparecer nas escolas presencialmente".
"Em outras palavras, as escolas não podem convocar os professores para dar aula, mas as escolas não estão impedidas de abrir. Se os professores quiserem dar aula presencial, a escola estará aberta. A juiza não está mandando fechar escolas. No entanto, a meu ver, a sentença tem cunho trabalhista, mas foi dada pela Justiça comum. Além disso, ela viola uma suspensão de segurança que já havia sido dada pelo presidente do Tribunal de Justiça", comentou, referindo-se à liminar que pedia a suspensão das aulas presenciais em São Paulo, assinada pela mesma juíza.
Já o professor de Direito, Antonio Rodrigues de Freitas Jr., da Universidade de São Paulo (USP), e coordenador do Direito Internacional do Trabalho da Comissão de Direito do Trabalho da OAB SP, diz que a decisão não proíbe o comparecimento, mas obriga as escolas a "não realizarem atividade presencial com convocação dos filiados das entidades autoras". E comentou as "fragilidades" da decisão: "Os 'filiados da entidade autoras' são os professores da Rede Pública do Estado de SP, o que entreabre a incerteza: os demais não afiliados e os professores dos demais Municípios e do ensino particular estariam cobertos por esta decisão? Além disso, como exigir a observância da decisão a entidades (Sindicato de Escolas, Municipalidades...) que sequer foram chamadas ao processo? Há um princípio consagrado do Direito segundo o qual as decisões em geral têm seus efeitos restritos ao campo de representação do réu", pontuou.
VACINA
As variantes do coronavírus — novas formas do vírus — acendeu uma luz de alerta no mundo. Durante a coletiva de imprensa, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que a vacina CoronaVac é eficiente e produz anticorpos neutralizantes contras as as três variantes que circulam no Brasil. Covas explica que a variante do Reino Unido, também conhecida como B.1.1.7, tem uma característica de ser mais transmissível e é mais grave. Já a da África do Sul, B.1.351, além de ser mais transmissível tem um alta carga viral e pode ser resistente à neutralização.
Quanto às variantes brasileiras, elas são duas: P.1 (Amazonas) e P.2 (Rio de Janeiro). " A variante P.2 tem uma mutação que é comum à variante da África do Sul. Já a P.1 ela concentra as mutações principais observadas do Reino Unido e da África do Sul. Por tanto, uma variante que preocupa e explica em parte esse momento grave da epidemia", diz Covas.
BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO
São Paulo já atingiu a marca de 2.149.561 casos de covid-19 e 62.570 óbitos. Quanto à situação dos hospitais, o estado vem vivendo um momento crítico com 82% de taxa de ocupação de UTI. Em relação à vacinação, já foram aplicadas 2,5 milhões da primeira dose da vacina e 946 mil da segunda.
O que muda na fase vermelha?
A fase vermelha é a mais restritiva do Plano São Paulo. Na semana passada, o governo anunciou o início do toque de restrição que começa às 20 horas e vai até às 5 horas da manhã. Nessa fase, também só podem funcionar serviços essenciais. Confira a lista:
O aumento recente do número de casos de bronquiolite nas crianças – inflamação respiratória que afeta os brônquios – acende outro sinal de alerta sobre o relaxamento do distanciamento social no combate à covid-19. Por quê? Vamos por partes.
O principal vírus causador da bronquiolite é o VSR – vírus sincicial respiratório – que afeta, principalmente crianças com menos de 2 anos – e é mais comum nas épocas de outono e inverno, justamente período em que a tendência é ficar em lugares mais fechados, o que facilita a circulação desse e de outros vírus.
Em 2020, com a pandemia, o distanciamento social e o consequente fechamento de creches e escolas, o número de casos ficou até 40% menor do que 2019. No entanto, em 2021, segundo informou o Hospital Santa Catarina (SP), o registro de casos de bronquiolite começaram ainda em fevereiro.
No Sabará Hospital Infantil, também em São Paulo, os casos de bronquiolite no PS aumentaram 185% em fevereiro, se comparado com o mês anterior. Já as internações subiram 254%. "O aumento de casos de bronquiolite é esperado a partir do final de fevereiro e habitualmente o pico de casos ocorre entre março e maio", informou o hospital, que reforçou, ainda que “o aumento de diagnósticos de bronquiolite é reflexo do relaxamento das medidas preventivas de distanciamento".
Como a tendência é que os casos aumentem nos próximos meses, é preciso ficar atento aos cuidados de prevenção e sintomas, já que eles são bem parecidos com os da covid-19, como explica o pediatra Werther Brunow de Carvalho, do Hospital Santa Catarina: "É difícil para as pessoas identificarem as infecções virais da sazonalidade, como a bronquiolite aguda e a infecção pela covid-19. Os pais vão ter que ter uma prontidão maior para trazer as crianças para avaliação médica. E os hospitais precisam de agilidade para dar o diagnóstico correto".
SINTOMAS DA BRONQUIOLITE
Os primeiros sinais são nariz entupido, coriza, tosse e espirros que podem ser acompanhados de febre ou não. Depois dos primeiros dias com esses sintomas, um terço dos bebês apresenta piora e tem comprometimento dos pulmões, passando a ter falta de ar, respiração rápida, esforço para inspirar e expirar, e queda da oxigenação conforme as vias aéreas mais inferiores (bronquíolos) são afetadas. "No bebê pequeno, a inflamação nos brônquios diminui o calibre das vias aéreas e gera uma dificuldade de trazer o ar para dentro do pulmão, deixando-o cansado e com dificuldade respiratória. É quando o médico ausculta e ouve aquele sibilo ou chiado", explica o pediatra e neonatologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
O pico de piora costuma acontecer entre o terceiro e o quinto dia após o início dos sintomas. Alguns casos evoluem para insuficiência respiratória, o que requer hospitalização para tratamento.
TRATAMENTO DA BRONQUIOLITE
A grande maioria dos casos é leve e se resolve espontaneamente em até 7 a 10 dias apenas com uso de sintomáticos (hidratação, lavagem nasal e inalação, quando indicada pelo especialista). No entanto, parte dos casos pode apresentar piora e complicações (cansaço intenso, necessidade de suporte de oxigênio), sendo indicada a internação hospitalar, que nos casos graves podem necessitar de UTI e suporte ventilatório. Há grupos com maior risco de complicações como cardiopatas, prematuros, portadores de doenças pulmonares crônicas da prematuridade ou broncodisplasia pulmonar. Parte dos casos pode evoluir para o estado de bebê chiador, caracterizado por crises de chiado recorrentes (crises de sibilância) e nestes casos há necessidade de se instituir tratamento para as crises e também preventivo, para que esses episódios não se repitam, ou pelo menos, tenham menor intensidade. Daí a importância de seguimento pediátrico de rotina.
PREVENÇÃO DA BRONQUIOLITE
Não há uma vacina contra a bronquiolite, por isso, a prevenção é a mesma para todos os quadros de causa viral, inclusive a covid-19:
- Evitar contato com indivíduos portadores de sintomas respiratórios.
- Evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados
- Lavagem frequente das mãos (suas, do seu filho e de todos em casa)
- Manter calendário vacinal atualizado- Se possível, manter o aleitamento materno, já que ele é fundamental para fortalecer o sistema imunológico das crianças
- Para os pacientes do grupo de risco, como os prematuros, há a prevenção feita com imunoglobulina específica para o VSR (palivizumabe), que deve ser aplicada de acordo com a recomendação médica.
Brincadeira de criança é sinônimo de bagunça? Muitas vezes, sim, mas, para Jaxon-Carter a afirmação vai muito além dos limites. Segundo sua mãe, Shyama Underwood, 35, ela não pode se distrair por um segundo, que o pequeno já encontra algo para aprontar - e pesado! Jaxon, que tem 3 anos, já refez, por exemplo, a decoração da sala de casa, espalhando terra por todos os lados.
Desde o dia em que começou a andar, ele já quebrou doze televisões e inundou o banheiro de casa duas vezes. Essas brincadeiras já custaram aos pais £ 6.000, algo em torno de R$ 48 mil.
"Desde o momento em que ele começou a andar, não posso dar as costas nem mesmo por um segundo, sem que ele se meta em travessuras. Na semana passada, ele quase colocou fogo na casa ao enfiar seu brinquedo no forno, enquanto eu preparava o jantar - eu voltei e o forno estava em chamas”, relembra a mãe em entrevista ao Mirror.
O garoto, que foi apelidado pela família de Detona Ralph, já “redecorou” todo o banheiro com tinta cinza e alguns dias depois, tinta branca. De todos os incidentes, o mais frustante, para a mãe, foi quando o bebê derrubou a terra do vaso em toda a sala. "Ele ficava olhando para mim com aqueles olhinhos por trás de seu rosto que estava preto, imundo. Eu tive que rir para não chorar”, afirma.
Shyama tem outros três filhos, Keaton, 16, Regan, 14, e Oakley, 7, mas nenhum foi tão travesso quanto o caçula. “Meus dois filhos mais velhos tinham apenas dois anos de diferença, então, pensei que estava preparada para qualquer coisa, mas Jaxon deixa todos no chinelo”, diz ela.
CRIANÇA TERRÍVEL?
Muitos chamam a fase que Jaxon está vivendo de terrible two ou terrible three. Para a psicóloga e colunista da CRESCER, Mônica Pessanha, as crianças de 2 ou 3 anos de idade não são terríveis. "Como adultos, vemos o comportamento errático de nossas crianças como algo que precisa ser controlado, porque elas parecem tão descontroladas, o que, do ponto de vista de adultos, realmente pode ser verdade. É aí que tendemos a recorrer a generalizações sobre os "dois terríveis" anos. Quando agimos dessa forma, podemos inadvertidamente sabotar o desenvolvimento de nossos filhos, afastar sua capacidade de entender a si mesmos, de explorar o mundo de uma maneira que faça sentido para eles e incentive sua curiosidade. Truncamos a motivação deles para aprender. Tiramos a confiança deles para criar relacionamentos e, o mais importante de tudo, interrompemos a capacidade de desenvolver as habilidades emocionais necessárias para que eles tenham sucesso na escola e na vida. Entendendo sucesso como a capacidade que uma pessoa tem, de maneira confiante, explorar o mundo ao seu redor com entusiasmo e curiosidade, sem medo de cometer erros; sentindo-se segura o suficiente para começar e de se recompor diante de uma decepção", explica.
Então, o que os pais podem fazer para interagir melhor com os filhos sobretudo a partir dos dois anos? Eles podem:
1. Ouvir os filhos em vez de apenas conversar e direcioná-los.
2. Dar a eles liberdade para brincar e explorar o mundo de forma mais autônoma.
3. Permitir aos filhos a oportunidade de se esforçar para realizar algo e falhar.
4. Trabalhar para entender quem é cada criança e o que ela precisa em uma determinada idade.
5. Dar aos filhos limites e orientação.
Sally*, uma adolescente que trabalhava de babá nos verões, nunca tinha recusado nenhuma oferta de trabalho. No entanto, quando uma das mães sugeriu que ela cuidasse dos filhos de uma amiga, a garota decidiu não aceitar. A justificativa? Uma das crianças era autista e a outra tinha alergia. A história, divulgada pela babá em um fórum online, gerou polêmica entre os internautas.
No início, Sally concordou, mas achou estranho o questionário completo feito pela mãe, que tem um filho de 6 anos e uma menina de 4. “Ela me mandou uma mensagem perguntando sobre minhas referências, se fui treinada em RCP (Reanimação Cardiopulmonar) e muitas outras questões. Não vou mentir - parecia esquisito, mas algumas pessoas são superprotetoras, então achei que estava tudo bem”, contou em seu relato no Reddit.
Logo que chegou na casa da família, Sally descobriu o motivo por trás de tantas perguntas. Ambas as crianças precisavam de cuidados especiais: uma das crianças era autista e a outra sofria com uma alergia gravíssima que poderia, inclusive, precisar ser levada para o hospital. A garota decidiu que o melhor seria negar a oferta. “Eu fiquei em estado de choque e preocupada que surgissem outras coisas sobre as quais eles não me falaram”, contou.
Com medo dos possíveis julgamentos, a adolescente deixou claro que não tinha nenhum problema em cuidar de crianças que precisavam de um pouco mais de atenção, mas gostaria de ter sido avisada antes. “Eu passei seis meses como voluntária em uma sala de aula de crianças com necessidades especiais e tenho alguns problemas de saúde, então, sei como aplicar injeções. Se eles tivessem me contado antes, eu provavelmente teria aceitado o emprego, mas fiquei assustada”, desabafou.
Os usuários da rede apoiaram a garota. “A mãe deveria ter fornecido essa informação bem antes. Você estava dentro do seu direito ao recusar o trabalho, se não se sentisse capaz de atender às necessidades dos filhos dela. A segurança deles é primordial e é isso que você estava fazendo. Ela tentou esperar até o último minuto para evitar que você falasse não”, escreveu uma das internautas.
As lojas de varejo, na Califórnia (EUA), podem ser obrigadas a tornar sua seções de produtos infantis mais neutras, em relação ao gênero. A medida está sendo debatida por legisladores estaduais. O projeto determina que lojas de departamento com mais de 500 funcionários não devem dividir produtos para crianças por gênero.
A restrição proibiria áreas separadas e sinalizaria e obrigaria os varejistas online, que têm uma localização física no estado, a usar termos neutros em relação ao rótulos para etiquetar produtos infantis em uma seção de seus sites. A legislação se aplicaria a brinquedos e outros itens infantis, mas não a roupas no momento, disse a deputada Cristina Garcia, coautora do projeto, ao USA Today.
Se aprovada, a lei entrará em vigor em 1º de janeiro de 2024 e virá com uma multa de US$ 1 mil (R$ 5.700) por violações. A proposta, apresentada em 18 de fevereiro, segue uma série de medidas recentes defendidas por defensores LGBTQ. No mês passado, a Hasbro tornou sua marca "Potato Head" (Cabeca De Batata) neutra em termos de gênero. Para Cristina Garcia, a lei é sobre não colocar as crianças em caixas. "É realmente importante que as seções de brinquedos de crianças sejam neutras para dar às crianças o maior número possível de oportunidades de florescer, se desenvolver e ser criativas", disse a deputada. "Devemos permitir que nossos filhos explorem e experimentem coisas diferentes e que cheguem às próprias conclusões sobre como se identificarão".
O deputado Evan Low que apresentou pela primeira vez a versão do projeto de lei da Califórnia em 2020, disse em um comunicado anterior que foi inspirado por Britten, uma criança de 8 anos. Britten, de acordo com Low, perguntou: "Por que uma loja deveria me dizer o que é uma camiseta ou um brinquedo de menina?", disse ele. "As seções de roupas e brinquedos das lojas de departamentos que são separadas por gênero classificam as crianças”, acrescentou. "Nenhuma criança deve se sentir estigmatizada por usar uma camisa de dinossauro ou brincar com uma boneca Barbie."
Na última quarta-feira (3), o Ministério da Saúde lançou a versão de bolso do Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos. O documento reúne recomendações sobre amamentação, introdução alimentar e dietas saudáveis. A nova edição está disponível online e pode acessada de forma gratuita.
A primeira versão do guia foi lançada em 2019, com o objetivo de orientar famílias, responsáveis e profissionais de saúde sobre aleitamento materno e alimentação saudável. Em janeiro, o documento ganhou uma edição resumida e, agora, dois meses depois, é lançada a versão de bolso, para facilitar ainda mais o acesso da população ao conteúdo.
Para a nutricionista Gisele Bortolini, coordenadora de Alimentação e Nutrição, da Secretaria de Atenção Primária, do Ministério da Saúde, o novo formato permite que ainda mais pessoas possam ter acesso a informações sobre hábitos saudáveis em famílias com crianças menores de 2 anos.
“O guia é um documento importante porque, no Brasil, a alimentação, assim como a saúde, é um direito. O guia alimentar tem como diretriz orientar sobre uma alimentação saudável e, a partir dela, espera tornar a fase da introdução da alimentação complementar, a partir dos 6 meses de vida, mais tranquila para pais, famílias, cuidadores e profissionais da área”, explica.
O formato reduzido e de rápida leitura tem linguagem adaptada para atender pesquisadores, gestores e a população em geral. “Hoje, quando optamos por desenvolver guias e manuais breves e resumidos, temos mais chance de alcançar um maior número de pessoas, pois o problema pode ser a falta de tempo na leitura e não de interesse”, ressalta Bortolini.
Uma escola inglesa informou a uma menina de 14 anos que ela não poderia frequentar as aulas presenciais com os colegas até a Páscoa, caso não fizesse o teste rápido da covid-19. A estudante frequenta a Hornchurch High School, que fica no leste de Londres. Segundo a diretora da unidade de ensino, sem o teste, a menina não teria permissão para se juntar aos outros alunos e, assim, seria ensinada em um espaço separado na escola.
Os pais da menina disseram que ficaram chateados com a escola e se sentiram coagidos. “Minha esposa e eu respondemos por e-mail à diretora dizendo que o teste era voluntário de acordo com as diretrizes do governo e ela tentou desesperadamente fazer com que eu mudasse de ideia", disse o pai, que não foi identificado, em entrevista ao The Sun. "Ficamos pasmos por ela estar tentando justificar isso, você não pode coagir os pais a fazerem seus filhos passarem por um procedimento médico."
O pai acrescentou que parte da sua indignação se deve ao fato dos alunos terem recebido os formulários do teste rápido para assinarem "informalmente", sem qualquer consulta à família. Como as escolas na Inglaterra reabrem nesta segunda-feira (8/3), espera-se que professores e alunos façam o teste da covid-19 regularmente.
Funcionários e alunos de escolas secundárias e faculdades - incluindo escolas especiais, escolas particulares e escolas de hospitais - receberam dois testes rápidos por semana. O governo disse que está priorizando essas escolas porque elas têm mais impacto na propagação do coronavírus. As famílias dos estudantes também poderão fazer o teste duas vezes por semana em casa. No entanto, a orientação oficial do Departamento de Educação (DoE), segundo o The Sun, diz que os testes rápidos são "voluntários", sem menções de exclusões em caso de desistência.
De acordo com informações do Romford Recorder, jornal local, o pai disse que não consentiu com os testes porque eles não eram "adequados para o propósito". "Eles não foram projetados para testes em massa de crianças assintomáticas, é um procedimento médico e requer consentimento".
O pai pediu à escola uma avaliação de risco completa com uma justificativa para colocar a filha em isolamento. A diretora da Hornchurch High School, Val Masson, confirmou que "espera-se" que todos os alunos façam um teste regularmente, de acordo com o cronograma.
A mãe Angela Luneau, que mora no Kansas, Estados Unidos, acordou de madrugada e encontrou sua filha Everleigh, de 7 semanas de vida, desacordada. A menina estava sofrendo um ataque cardíaco e, segundo relato da mãe, tinha parado de respirar.
"Eu nem sei como descrever o terror", disse ela à emissora local KMBC. "Minha filha era um bebê perfeitamente saudável, não havia nada de errado e ela simplesmente teve um ataque cardíaco", contou Angela. "Ela normalmente deveria acordar e não o fez, então acho que meu relógio interno me acordou".
A mãe conta que havia recebido treinamento de RCP (conjunto de manobras emergenciais para reanimação cardiorrespiratória) quando serviu ao Exército, e ao perceber que Everleigh não estava respirando, começou imediatamente a aplicar o procedimento.
Enquanto Angela tentava salvar a filha, seu marido, Landon Luneau, pegou o telefone para falar com a operadora de saúde. “Eu estava gritando com a atendente, eu estava tipo 'mande alguém agora, o bebê não está respirando'”, relatou o homem a programa de TV.
A mãe disse ter se mantido calma, e continuado com o procedimento, o que deu ao bebê ajuda suficiente para respirar até que os paramédicos chegassem. "Eu apenas a coloquei em uma superfície plana, inclinei sua cabeça para trás, dei-lhe duas respirações e observei seu peito subir", relatou Angela.
Após a chegada dos médicos, o bebê foi levado ao hospital, onde recebeu um marca-passo. Segundo os médicos, a calma e o conhecimento da mãe em RCP foram essenciais para salvar a vida de Everleigh.
"Se você não conhece RCP ou primeiros socorros básicos, procure aprender. Porque isso pode acontecer com qualquer pessoa", aconselhou a mãe. "É melhor estar preparado para algo e nunca usar do que não estar preparado", acrescentou o pai.
Segundo a imprensa local, o bebê tem atualmente 4 meses e faz exames regulares para acompanhar a saúde do seu coração.
Um pai australiano, que não teve a identidade divulgada, revelou sua técnica para servir a refeição dos filhos sempre na temperatura ideal: deixar os pratos no congelador antes de colocar a comida quente.
Segundo o site, o homem coloca os pratos de plástico no congelador por dois minutos e em seguida espalha a comida recém preparada pela superfície fria. Dessa forma, o alimento atinge uma temperatura nem muito quente e nem muito fria, perfeita para as crianças.
Sua companheira, que teria compartilhado a dica na internet, ficou impressionada com o resultado. "Ele deu o jantar às crianças na temperatura perfeita. Sem misturar, sem 'cuidado, está quente', sem segurar o prato na frente de um ventilador ou ar-condicionado”, escreveu ela, segundo o Daily Mail.
A postagem fez sucesso entre os internautas, que aprovaram a ideia. “Que grande ideia! Eu costumava colocar a tigela inteira deles com comida no congelador", teria dito uma mamãe.
“Como eu nunca pensei nisso antes? Quer dizer, as pessoas colocam o prato no forno para mantê-lo aquecido antes de colocar a comida. Diga a ele que acertou em cheio", diz outro comentário. “Faço isso com frequência, torna muito mais rápido servir o jantar”, afirmou outra pessoa.
Jonathan Normoyle, um pai de Ohio, nos Estados Unidos, compartilhou em sua conta no TikTok o vídeo fofo de suas filhas gêmeas o vendo sem barba pela primeira vez. Elas choram, assustadas, e uma delas estica o bracinho, tentando proteger a irmã. O vídeo foi postado há uma semana e, até esta segunda-feira (8), já tinha mais de um 1,5 milhão de visualizações e quase 114 mil compartilhamentos.
O vídeo começa com as duas meninas - que não tiveram idade divulgada - sentadas no sofá. Uma delas está distraída, enquanto a outra olha assustada para o rosto do pai sem barba.
O pai diz “olá, o que vocês estão fazendo?” quando a segunda garotinha também levanta a cabeça para olha-lo, e as duas então começam a chorar, assustadas. Jonathan faz menção de pegar uma das filhas no colo e a outra imediatamente estica o braço na frente do corpo da irmã, tentando protegê-la.
O purê de batata é um prato super tradicional e fácil de fazer, mas que tal dar uma incrementada na receita? Um dos pratos que fazem sucesso no cardápio do Grande Hotel Senac, em São Pedro (SP), é o purê de batata doce roxa com canela. Confira o passo a passo!
Ingredientes:
Batata doce roxa 500g
Alho finamente picado 5g
Cebola finamente picada 5g
Creme de leite fresco 200ml
Manteiga sem sal (gelada) 50g
Sal 5g
Canela em pó à gosto
Noz moscada à gosto
Modo de preparo:
Cozinhe a batata doce roxa até ficar macia. Refogue o alho e a cebola, coloque a batata já amassada, o creme de leite, a manteiga e o sal. Deixe no fogo por alguns minutos e continue mexendo para não grudar no fundo da panela. Processe no liquidificador e finalize com a canela e a noz moscada à gosto. Sirva quente.
Amber e Olivia nasceram com dois minutos de diferença, há 11 anos. As irmãs sempre foram grandes amigas e agora irão mostrar sua emocionante relação no documentário: Amber And Me, produzido pelo pai das meninas, Ian Davies. A produção faz um retrato tocante da infância e mostra, principalmente, como é a rotina escolar de Amber, que tem síndrome de Down, e Olivia.
Segundo informações do Daily Mail, Ian, 50, viveu e trabalhou primeiro em Hong Kong e depois em Amsterdã, na Holanda, onde começou a fazer documentários e onde conheceu a sua parceira holandesa Marion, que trabalha na área editorial. O casal se mudou para a Inglaterra em 2003 e teve o filho Finn e depois as gêmeas. Nem Ian nem Marion tinham a menor ideia de que uma de suas bebês tinha síndrome de Down. Eles receberam a notícias horas depois do parto, quando o especialista disse que seria necessário pedir alguns exames. “Foi a primeira vez que soubemos disso”, lembra Ian. “Então foi confirmado três dias depois. Claro, houve algumas lágrimas porque não sabíamos o que significava".
O especialista disse que Amber tinha síndrome de Down, mas que, embora seu desenvolvimento fosse diferente do de Olivia, muitas crianças e adultos com síndrome de Down poderiam ter uma qualidade de vida muito alta. "Uma resposta muito positiva que realmente nos ajudou a enquadrar tudo e nós vivemos um dia de cada vez", disse Ian.
As duas meninas frequentaram a mesma pré-escola local antes de irem para a escola primária. Foi quando o pai decidiu, com a permissão da escola, a gravar os primeiros anos das gêmeas na escola. O documentário é mostrado pela perspectiva das crianças e sem comentários de adultos. Durante as gravações, Ian foi percebendo que Amber estava tendo muita dificuldade de se adaptar na escola, principalmente em relação à interação com nos colegas de classe.
Em um momento de partir o coração durante o filme, Amber, de pijama, olha diretamente para o pai atrás da câmera e repete uma única palavra: 'Triste'. "Não é fácil e você passa por todos os processos normais de tentar ser positivo, conversar com a escola, tentar descobrir quais crianças talvez não estejam sendo muito legais com ela", disse Ian.
Olivia também passou a notar a tristeza da irmã. No documentário, ela diz que algumas pessoas estavam sendo más com a irmã. "Isso me deixa com muita raiva - é muito injusto", diz. Ela também passa entender melhor sobre o comportamento de Amber. "Eu costumava pensar que quando ela estava na escola ela gostava de brincar sozinha. Agora não tenho tanta certeza".
Em alguns momentos, Olívia também se sente triste por pensar que deixou sua irmã na mão. "Isso era absolutamente algo que tínhamos que trabalhar" diz Ian. "Ela teve que aprender a deixar Amber aprender e crescer sozinha".
O documentarista terminou as filmagens em 2019, período em que Amber havia se acalmado novamente, com a ajuda de sua professora assistente favorita e seu próprio grupo de amigas.
"As meninas têm vidas bastante independentes na escola agora", relata Ian. Houve alguns dias antes do lockdown quando poderíamos perguntar a Olivia como Amber estava e ela diria que não a viu o dia todo". Ian conta que as meninas têm uma relação muito boa, mas é claro, como toda criança pode brigar também. “É claro que as meninas têm desentendimentos, são irmãs, dividem um quarto, então se desentendem - não é como um conto de fadas”, diz Ian. Mas há momentos adoráveis quando eles estão brincando, ou Liv chega em casa e fala sobre Amber lendo na escola e como ela fez isso de forma incrível. É ótimo ouvir isso". O documentário Amber And Me será lançado no dia 21 de março.
Quais valores faz questão de ensinar aos seus filhos?
Do respeito ao próximo, da empatia, de partilhar as coisas, daquele famoso “boa-tarde” ao vizinho. Pequenos gestos que fazem diferença.
Você incentiva seus filhos a demonstrarem sentimentos?
Percebo que os meninos preferem não falar sobre suas emoções. Por isso, eu sempre me coloco como exemplo para eles: “Mamãe sentiu isso e dividiu com vocês, então vocês também podem dividir comigo”.
Acha importante a retomada das aulas presenciais?
Sim, mas estamos ainda enfrentando uma pandemia que exige cuidados. Tenho consciência que os meus filhos estudam em escola particular que segue protocolos e que isso, infelizmente, não é a realidade das escolas públicas. Só que, quando penso que a única refeição de algumas crianças é a merenda escolar, acredito que tem de haver escolas abertas.
Como gosta de dividir seu tempo livre com as crianças?
Agora que estão na fase do futebol, nós assistimos juntos a documentários sobre o universo futebolístico. Apresentei Pelé, Zico e Maradona para eles. Incentivo-os a ler e, antes de dormir, meditamos.
Como nunca antes, colocamos um holofote no papel do brincar. Que bom! Afinal, ele é a linguagem da criança, é como ela compreende o mundo à sua volta. Mais do que isso, nesta pandemia, a brincadeira salvou o emocional de muitas famílias. Em dois aspectos: enquanto a criança brinca, os pais podem trabalhar ou se dedicar às tarefas da casa com mais tranquilidade. Além disso, a diversão promove conexão entre filhos e pais.
E a falta que fez estar ao ar livre? A natureza é o lugar em que o ser humano se sente melhor, seja criança, seja adulto. Sentimos na pele a ausência desse espaço – tanto na deficiência de vitamina D quanto na energia acumulada dos pequenos.
Os pais perceberam a importância de encher o pote de atenção do filho — e do quanto a brincadeira é um dos principais ingredientes para isso. Quando está suprido de carinho, o pequeno faz menos birras e fica mais tranquilo. Mas isso não significa ter de virar um recreador de bufê infantil e entreter seu filho o tempo todo. O tédio é importante também. É no ócio criativo que a criatividade acontece. Equilíbrio é tudo!
Quanto ao contato com a natureza, o que fica é a valorização ainda maior do cuidado com o meio ambiente e sua potência na nossa vida. “Ficou claro para todo mundo a importância das experiências ao ar livre para a criança, e como ela melhorou depois de sair um pouco de casa. Pessoas que conseguiram viajar, passar um fim de semana numa casa alugada, num sítio, relatam como é impressionante a resposta dos pequenos. Cem por cento deles voltavam muito melhores. O mesmo ocorreu com crianças levadas à praça ou ao clube para fazer uma atividade ao ar livre. A resposta foi muito impressionante”, relata o pediatra Daniel Becker.
Moral da história: sempre que possível, proporcione atividades ao ar livre para o seu filho — com todos os cuidados, claro. E ainda que você não tenha como levar à praia, ao parque ou ao sítio, lembre-se que a natureza está sempre perto, nos detalhes, como fazer e cuidar de uma horta, pisar na grama, pegar na terra, sentir as texturas diferentes das folhas, escalar árvores, tomar sol ou sentir a brisa de um fim de tarde.
Uma mãe mineira viralizou nas redes sociais nesta semana. O motivo? O tema escolhido para a comemoração de 1 ano do filho, Antônio. "Meu filho completou um ano hoje. Ao organizar sua festinha, meu marido lamentou que o menino não é fã de nenhum personagem infantil. Isso porque eu passo as manhãs com Antônio vendo infectologistas e outros cientistas que atuam no enfrentamento dessa praga dando entrevista na Globo News", contou a produtora cultural Sílvia Amélia de Araújo, 40 anos, que mora em Goiás.
"Tonico vibra comigo. Eu digo: 'Olha lá, meu amor, a nossa querida dra Margareth!'. Ele ri e aplaude. 'Eita, Tonico, tô achando o dr Jamal tão triste com a situação do Brasil...', e o bebê me olha consternado, 'e a gente gosta muito dele, não gosta?'. Ele sorri que sim. 'Olha, mamãe tem muito orgulho de ter se formado na mesma universidade que esse pesquisador, ele chama Unaí Tupinambás, e sabe muitas coisas'. Mais aplausos do bebê. 'Uhuuul! Hoje tem Natália Pasternark, mamãe adoraaa essa pesquisadora'. Ele bate palmas e sacode a cabeça alucinado. 'Bebê, esse ai é o Átila, o único que seu pai conhece, porque ele está por fora desse assunto...'", brinca ela, sobre sua rotina diária com Antônio.
E a mãe continuou, em seu post: "Eu não tenho nada contra personagens infantis. Antônio ainda vai ter aniversário de Homem-Aranha, Batman etc, o que ele quiser. Mas eu realmente não tive cabeça pra assistir desenho animado com ele neste ano de pandemia. Então ensinei o menino a aplaudir empolgado os atuais heróis desse mundo virado do avesso em que ele nasceu: os pesquisadores, os médicos que encaram o vírus de frente, os divulgadores da ciência. Espero que quando crescer, Tonico ache legal a escolha que eu fiz para decorar seu bolo de aniversário. Ela representa bem o seu primeiro aninho de vida. Apesar de toda a treva em que estamos afundados, meu bebê completar um ano foi lindo demais".
1 ANO DE ISOLAMENTO
É claro que o desabafo e a foto fizeram sucesso nas redes sociais. E a comemoração, mesmo que pequena, viralizou desde esta quinta-feira (4), quando o Antônio completou 1 ano. Em entrevista à CRESCER, Silvia desabafou: "A pandemia tem sido muito dificil para gente. Somos mineiros, não temos familiares onde moramos. Estamos aqui há 6 anos, desde que meu marido passou em um concurso. Quando eu engravidei, tive meu bebê em Belo Horizonte para estar mais perto dos nossos familiares, mas quando ele completou 1 mês, voltamos para Goiás e estamos em isolamento, desde então".
Silvia conta que o pequeno nasceu exatamente uma semana antes da Organização Mundial da Saúde anunciar oficialmente a pandemia de coronavírus. "Muitas pessoas ainda nem conheceram meu filho. Minha mãe só o viu quando nasceu, há 1 ano. Passamos a maior parte do tempo isolados. Para o aniversário do Antônio, a gente recebeu minha irmã, meu cunhado e meus sobrinhos, que fizeram testes de covid antes. Foi a primeira vez que recebemos visitas. Passar uma pandemia sem rede de apoio tem sido muito difícil e diferente do que eu programei. É pesado fisicamente e psicologicamente, pois muitas das memórias do primeiro ano do meu filho serão assim, de uma época reclusa, dentro de casa", finalizou.
A partir de sábado (6), o estado de São Paulo entra na fase vermelha — a mais restritiva da quarentena. A medida deve permanecer até 19 de março, com o fechamento de serviços não essenciais e restrição de circulação entre 20h e 5h. Nesse período de 14 dias, apenas setores da saúde, transporte, imprensa, estabelecimentos como padarias, mercados, farmácias e postos de combustíveis, além de escolas e atividades religiosas podem funcionar.
No entanto, com algumas restrições. Algumas maternidades, por exemplo, estão implementando mudanças, principalmente no que diz respeito a acompanhantes e visitas, no sentindo de conter o avanço do coronavírus e proteger mães e bebês. Veja abaixo.
GRUPO SANTA JOANA (Maternidades Pro Matre, Santa Joana e Santa Maria)
- Visitas serão suspensas
- Não será permitida entrada de fotógrafos e outros serviços terceirizados
- Serão oferecidos serviços digitais, como visita online e transmissão ao vivo de parto
- Acompanhantes só serão permitidos com utilização de máscara e a realização correta da higiene das mãos
- Pacientes e acompanhantes passarão por uma avaliação de sintomas e aferição da temperatura na recepção
- A permanência de acompanhantes com sintomas (febre, tosse, coriza, dor de garganta, falta de ar, perda de olfato ou paladar) será vetada
- Será permitido apenas um acompanhante por pacientes com direito a uma troca diária
- Pacientes em isolamento por covid terão direito a um acompanhante
- A paciente deverá informar o nome do acompanhante na internação e não será permitido troca
- O acompanhante deverá permanecer no quarto e não circular pelo hospital
- A entrada na UTI Neo será permitida apenas aos pais do bebê
- A visitação na UTI adulta também será suspensa e será permitido apenas um acompanhante
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN
- Não permitida a visitação de pacientes com covid-19
- Para demais pacientes, os visitantes passam por triagem na entrada no hospital e só será permitida a visita se não estiver com nenhum sintoma de doenças respiratórias
Já o Hospital Maternidade São Luiz, da Rede D'or, informou que ainda está alinhando as mudanças para o período restritivo e deve informá-las em breve.
Tem coisa melhor do que aprender enquanto se diverte? Como explica a neuropsicóloa Camila Machuca, o brincar tem múltiplos benefícios, e um dos mais importantes é a parte lúdica que ajuda a criança a perceber o sentido do mundo em que vive. Pensando nisso, o Mundo Bita se uniu à organização não-governamental ambiental Greenpeace para lançar a segunda canção do novo álbum, Bita e os Animais 2.
Agora, além de aproveitar o som e dançar na sala de casa, seu filho também aprenderá sobre a importância de respeitar a natureza e preservar os oceanos. A música Amiga Baleia, que já está fazendo sucesso no canal de Youtube, conta a aventura de Bita, Lila, Dan e Tito no submarino do Greenpeace junto ao maior mamífero do planeta, a Baleia.
Thiago Almeida, um dos membros do Greenpeace Brasil, infatizou a urgência em cuidar do nosso planeta. "Os mares são também responsáveis por equilibrar a temperatura da Terra e fundamentais para a continuidade da vida no planeta e isso nos motiva a proteger os oceanos porque nos preocupamos com baleias, tartarugas, golfinhos e outros animais – além da nossa própria vida".
Pra deixar essa ideia para sempre na vida dos pequenos, o Mundo Bita trará uma série de atividades interativas e educativas varidas para que as crianças possam pensar sobre o assunto durante todo o mês de março. De forma online e gratuíta, os pais poderam acessar jogos da memória, caça palavras, cartilhas marinha e imagens para colorir através do Instagram e no site oficial do Mundo Bita.
Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (5), a pediatra Ana Escobar, colunista da CRESCER, voltou a reforçar a importância de mantermos o isolamento social neste momento de alta de casos de covid-19 no Brasil.
Ela defende que as escolas permaneçam abertas, mas que as famílias encarem com seriedade a necessidade de respeitar as medidas de segurança. "A gente tem de ter uma atitudade coerente. E qual é essa atitude coerente? É manter as escolas abertas e manter a segurança de todas as famílias", disse.
Na sequência, fez um pedido para que todos colaborem e sigam as recomendações sanitárias. "Parem de se aglomerar, parem de viajar e parem de fazer festinha para os seus filhos. É isso o que a gente tem que fazer enquanto sociedade. (...) A gente está numa situação terrível. Ou todo mundo entende isso ou a gente nunca vai conseguir sair dessa crise terrível em que o país está", completou.
A pediatra frisou ainda que, mesmo num cenário de alta de casos da doença, é fundamental que as crianças continuem com o direito de ir à escola. "Com os protocolos de segurança, as escolas abertas não oferecem risco maior de contágio. Você levar seu filho para uma festinha e aglomerar é um risco muito maior. Agora, a gente tem de ter coerência", afirmou.
Confira o vídeo (se não conseguir visualizar, clique aqui):
Uma mãe de gêmeos levou um susto quando descobriu que seus filhos esvaziaram dois pacotes de açúcar e sal sobre o chão de toda sala de estar recém-limpa para recriar “anjos de neve”. Kim McCabe, 31, de Solihull, Birmingham, na Inglaterra, havia acabado de limpar a cozinha e a sala de estar quando conseguiu escapar para o banheiro por cinco minutos.
Ao retornar, encontrou o chão de todo o andar coberto por grãos brancos. A mãe dos gêmeos Mila-Rose e Kyson, 3, filmou o momento. “Eu devo ter saído por cinco minutos, mas eles estavam muito quietos. Eu achei suspeito e fui checar”, ela explicou ao Daily Mail. “Quando eu vi o chão, tomei um susto. Eu não conseguia acreditar naquilo e eu nem havia entendido o que era, em um primeiro momento.”
Ela contou que passou horas limpando o piso, e ficou com vontade de chorar quando viu a cena. “Mas quando eles deitaram no chão e começaram a fazer os ‘anjos de neve’, só consegui rir.”
Kim passou outros 45 minutos limpando a bagunça e as crianças, que estavam cobertas dos pés à cabeça por uma mistura dura de sal e açúcar. Para alcançarem o sal e o açúcar no armário, os gêmeos usaram a cadeira da sala de jantar.
“Eles estavam arrasados porque todos os outros lugares do Reino Unido viram neve, e nós não tínhamos mais. Então eles decidiram fazer sua própria neve”, explicou a mãe.